Páginas

quarta-feira, 7 de março de 2012

Geografia no século XIX

Durante a primeira metade do século XIX, destacaram-se os geógrafos alemães Alexandre von Humboldt  (1769- 1859) e Karl Ritter ( 1779- 1859). Eles estudaram em ambiente de grande efervescência acadêmica. Nas universidades, os professores e alunos dedicavam-se às pesquisas e viviam ávidos de conhecimento. Era impressionante a busca por respostas às mais variadas questões.
    Humboldt, naturalista e explorador alemão, ficou conhecido pelas suas combinações `geologia, climatológia e oceanografia.
Em 1799, Humboldt iniciou uma expedição de cinco anos à América latina, onde visitou países como o Equador, Colômbia, Venezuela, México e Peru. Nesse país fez precisa mediões sobre uma corrente fria descoberta por ele, que veio a ser chamada de corrente de Humboldt ( banha o litoral do Pacífico da América do Sul). Ao visitar a Amazônia, chamou-a de Hiléia ( palavra que significa da floresta). Ao escrever sobre estas viagens Humboldt elaborou uma obra de 23 volumes considerada um marco da geografia do século XIX.
    Em 1827, Berlim, Humboldt foi nomeado acessoar do rei da Prússia, cargo conquistado pelo seu  notório saber do espaço e do meio natural. em 1829, por convite do Czar russo Nicolau I viajou aos Montes Urais e Sibéria para fazer estudos geológicos e fisiográficos.
    O resto de sua vida dedicou-se a escrever sua principal obra, intitulada Cosmos, na tentativa abrangente de descrever o universo como um todo e mostrar que tudo era inter-relacionado.Humboldt foi o primeiro a elaborar mapas dotados de isotermas ( linhas que conectam pontos nos quais se registram a mesma temperatura).
    A amplitude de sua obra fez dele um dos principais sistematizadores da ciência geográfica.
    Karl Ritter também era alemão. Conhecido como fundador da moderna ciência geográfica, Ritter mostrou ao mundo a importância da relação entre a superfície da terra e os seres humanos. Era defensor constante do uso de todas as ciências para o estudo da geografia na Universidade de Berlim de 1820 até sua morte.
    Se Humboldt se preocupou em entender os fenômenos naturais, Ritter propagou os métodos de estudo da geografia.  suas aulas eram concorridas e seus alunos foram muito influenciados pelo seu conhecimento. Desde essa fase, a geografia se tornou disciplina em muitas escolas de primeiro e segundo grau em toda a Europa, especialmente na Alemanha.
    Não é exagero afirmar que a popularização do ensino da geografia passou a ser um ingrediente do futuro nacionalismo alemão. além disso a geografia tornou-se instrumento importante das grandes potência imperialistas para expandir seus domínios territoriais. ao oferecer uma compreensão melhor do espaço, essa ciência possibilitou aos impérios reconhecer as áreas ricas em recursos minerais, que dariam ainda mais poder. Afinal, o acesso a matérias- primas era in dispensável nessa fase do capitalismo industrial.
    Assim sendo, é fundamental conhecer o contexto da segunda metade do século XIX.
    Essa foi uma fase de grandes transformadões políticas. A Alemanha, por exemplo, experimentava o mais veloz ritmo de industrialização da história. Consequentemente, caminhava a passos largos para se tornar uma potência, o que iria equipará-la  à França  e à Inglaterra, hegemônicas até então.
    Para dar continuidade à sua impressionante industrialização, iniciada em 1850, a Alemanha necessitava de mercados consumidores de produtos industrializados e fornecedores de matérias- primas. Por isso, pretendia expandir sua influência sobre vastas porções da Ásia, África e Oriente Médio. entretanto, muitas dessas áreas já eram influenciadas por outras potências, com Inglaterra, França e Rússia.
    Um dos projetos mais ambiciosos da Alemanha era a construção da ferrovia Berlim- Bagdá. Aprovada pelo Kaiser em 1856, a execução dessa obra conectaria a crescente economia alemã a rotas comerciais importantes, bem como às valiosas jazidas de petróleo do Oriente Médio.
    Para concretizar essa obra, o governo alemão iniciou uma política de alianças com outras nações, o império Austro Húngaro, o Império Turco Otomano e a Itália.
    Logicamente a escolha de aliados não foi aleatória. Os impérios Austro Húngaro e o Turco- Otomano encontravam-se na rota da tão sonhada ferrovia. Já a Itália, como a Alemanha, passava por uma profunda transformação política e econômica, estimulada pelo nascimento de suas indústrias . Assim, o acesso a matérias- primas passaria a ser fundamental também para sustentar a nova economia italiana, cujo crescimento foi intensificado após a unificação de toda a península em 1870.
    Contudo as pretençoes alemãs e italiana passaram a ameaçar a hegemonia das velhas potências. A Rússia temia a expansão alemã na região dos Balcãs, Habitada por eslavos ( etnia majoritária  também em seu território). além disso, os acordos para implementara ferrovia podiam criar obstáculos para a livrem passagem dos navios russos pelo mar Negro, a principal ligação marítima da Rússia.
    A Inglaterra e a França temiam que trens almejados pela Alemanha prejudicasse suas ligações com as oligarquias árabes  do Império Turco Otomano. As duas potências,por exemplo,estavam construindo o canal se  Suez desde 1859 ( projeto francês capital inglês). sua inauguração iria interligar o Mesiterrâneo ao Índico por meio do Mar Vermelho, encurtando o caminho para a Índia principal colônia britânica.
    Essa intensa disputa por territórios áreas de influência foi a principal causa da Primeira Guerra Mundial.

    A GEOGRAFIA A SERVIÇO DO IMPERIALISMO

    A compreensão do espaço foi fundamental para as doutrinas expansionistas do Império Alemão. Na época,os conhecimentos de geógrafos como von Humboldt e Karl Ritter mostravam-se vitais para o sucesso dessa empreitada econômica e militar.
    Nesse período, o pesquisador Charles Darwin lançou seu trabalho sobre a evolução das espécie. Elaborou a Teoria da Seleção Natural, segundo a  qual os animais mais fortes têm mais chances de sobreviver e reproduzir que o menos habilitados. essa teoria tem elementos coerentes, desde que circunscrita aos animais, embora tenha sido muito criticada por outros especialistas.
    O darwinismo gerou um impacto muito grande em todos os meios acadêmicos, inclusive na área da geografia. Na Alemanha não foi diferente: era comum encontrar, nas universidades grupos de jovens estudantes debatendo o tema.
    A Alemanha estava passando por uma verdadeira revolução. Com uma indústria cada vez mais vigorosa, o Estado alemão iniciou uma política expancionista para dar sustentação ainda maior a esse arranque econômico. A teoria darwinista caía como uma luva para os anseios alemães: se os animais se sobrepõem aos mais fracos, então os países fortes deveriam dominar os mais fracos.
    Nesse cenário surge, o trabalho do pesquisador Friederich Ratzel ( 1844-1904), denominado Antopogeografia, influenciado pelo Darwinismo, o geógrafo alemão inicia a formulação de uma das  teorias mais importantes em geografia; o determinismo geográfico
     Essa nova concepção de geografia considera as riquezas encontradas na natureza fatores que influenciam a vida dos seres humanos. Assim, a natureza poderia influenciar o modo de vida de um povo ao criar barreiras ou, ao contrário, facilitar a sua expansão.
    Segundo Ratzel, a sociedade como um todo é um organismo  que mantém relações com o meio em que vive. Nascia a noção  de que a sociedade como um organismo vivo, cujo processo dependeria de um bom aproveitamento do meio. Na pratica o desenvolvimento de um país dependeria de uma exploração cada vez maior de riquezas, como fértil, carvão, ferro, madeira etc.
    Ratzel justifica seu pensamento por meio do processo " espaço vital" .
    O espaço vital garantiria a um dado país o equilíbrio entre a população e os recursos naturais indispensáveis às suas necessidades.  A busca desse equilíbrio levaria a um país, inevitavelmente, a buscar sempre novos territórios, que não lhe pertencem. Para Ratzel, os Estados necessitam de espaço, como a espécie. Por isso, lutam pelo seu domínio: o espaço vital é o espaço a ser conquistado por um país. UM dos fundamentos do determinismo afirma que o " espaço é poder"
    constata-se, dessa forma uma visível vinculação entre o projeto imperial alemão, baseado no expansionismo territorial que culminou com o desencadeamento de duas guerras mundiais, e as formulações de Ratzel para a época, que legitimaram e nortearam a expansão militar, política e econômica da Alemanha.
    A geografia ensinada na Alemanha valorizava extremamente o espaço, que era visto como o começo, o meio e o fim de tudo. Por isso eram valorizados estudos sobre a formação dos território dos países,  a dispersão dos seres humanos pelo globo a distribuição geográfica dos povos, as áreas mais habitadas.
    Enfim, os estudos da geografia foram usados pelo governo alemão para promover o expansionismo territorial do país. A anexação da região francesa da Alsácia-lorena em 1871, por exemplo, não se deu por acaso. Certamente, os geógrafos alemães forneceram noções sobre as extensas reservas de minério de ferro dessa região, que abasteceram a indústria alemã nas décadas seguintes.   
   

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A História da Coréia

Coréia
Ataques da China
A península da Coréia sofreu constantes ataques da China, país que dominou até o início do século XX. em 1910, o Japão anexou a península a seus domínios após vencer a guerra contra a Rússia( 1904-1905). Na época, ambos países lutavam para expandir seus interesses na Ásia.
Japão
Os japoneses impuseram à Coreia uma feroz dominação. O ensino do idioma coreano foi substituido pelo ensino japonês e houve uma brutal repressão no país.
Os soviéticos

 No final da Segunda Guerra Mundial, os norte-americanos e soviéticos começaram a disputar territórios do derrotado Japão no Pacífico e na Ásia. a rendição do país, em agosto de 1945, levou imediatamente à divisão da península em duas áreas de ocupação. Com a desculpa de " garantir a liberdade da Coreia"os Estados Unidos passaram a admitir a parte sul do país, enquanto os soviéticos ocuparam a região mais do norte, apartir do paralelo 38.

Independência

Apesar de haver um concenso entre os países vencedores da Segunda guerra Mundial que a Coreia deveria ser um país independente, não houve acordo de como isso aconteceria. Sem uma solução imediata à vista, os americanos mandaram a questão da península coreana à recer-criada ONU.

Divisão
em 1948 ficou decidido que a Coreia permaneceria dividida em duas nações ( politicamente oposta). a tensão na região aumentava a cada dia. Ambos os lados se sentiam ameaçadod pelo outro.

A Guerra
No dia 25 de junho de 1950, o exército da coreia do Norte atacou as bases militares do sul, dando início à guerra da Coréia. em poucas semanas o norte já havia dominado quase toda a península.
ONU
Os estados Unidos exigiram que a ONU tomasse alguma providência em relação ao ataque e entraram na guerra vestindo uniforme da ONU. NO final de 1950, tropas americanas e sul-coreana conseguiram brecar o avanço dos norte-americanos na cidade de Pesan, no extremo sul da península.

Os americanos
Com ajuda americana os sul-coreanos avançaram até o norte e chegaram na fronteira com a China, motivo que levou o governo chinês a entrar na guerra.
após novos enfrentamentos, americanos e sulcoreanos voltaram a conquistar Seul. No dia 27 de julho de 1953 os ataques cessaram.
A coréia do sul experimentounos anos 60 um notável crecimento econômico, tornando-se um em pouco mais de 30 anos, um país emergente ou um tigre asiático.
A coréia do Norte o governo comunista desenvolveu ao longo dos anos uma política militarista com um polêmico programa nuclear que continua provocando atritos com a comunidade internacional. O isolamento do país acabou por determinar o empobrecimento da população. O governo por outro lado, argumenta que não há analfabetos no país e que o sistema de saúde estatal atende a toda população.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CHIPRE E MALTA

Antiga colônia britânica (1914-1960), Chipre situa-se apenas 75 quilômetros do litoral da Turquia. É a terceira maior ilha em área territorial do Mar Mediterrâneo, com 9.251 quilômetros quadrados ( a Sicília e a Sardênia são as maiores ) Localíza-se entre a Europa e o Oriente Médio e a África, e sua capital é Nicósia. em 1974, a invasão do exército turco gerou a divisão do território cipriota. em 1983 foi proclamada a República Turca de Chipre do Norte, detentora de 37% do território, mas, ainda nos dias atuais, ela não é reconhecida pela comunidade inter nacional. O interesse dos cipriotas em se integrar a União européia advém desse fato pois apesar de a reunificação do país não ter sido exigida pela comunidade européia para Chipre nela aderisse, espera-se com isso, uma solução política para esse impasse.

O Chipre, que se situa a Sul da Turquia, a Oeste da Síria, a Este de Rodes e a Norte do Egipto, é a maior ilha do Mediterrâneo Oriental. Este país - de enorme riqueza cultural - foi, desde sempre, uma zona de passagem entre a Europa e a Ásia e na sua história persistem marcas de inúmeras civilizações, designadamente a Romana e a Bizantina. Segundo a mitologia, a deusa Afrodite (do amor e da beleza) terá nascido em Chipre. Carpas (a Norte) e Trogodos (Centro e Sudoeste) são as duas principais zonas montanhosas da Ilha, separadas pela planície de Mesoreia.

A atividade econômica reside sobretudo no turismo, na marinha mercante, na exportação de artesanato e, já em menor escala, na agricultura. As especialidades gastronómicas são muito interessantes.

Em 1974, a região Norte da Ilha foi ocupada pela Turquia, ficando a população separada pela designada "Linha Verde": de um lado a comunidade Cipriota Grega e do outro a Turca.

Chipre é uma república soberana independente, com um sistema de governo presidencialista, de acordo com a Constituição de 1960. O Presidente da República, eleito por sufrágio universal para mandatos de cinco anos, detém o poder executivo, exercido com um Conselho de Ministros por ele nomeado. Existem, na atualidade, onze Ministérios.

Os símbolos do Estado Cipriota são a Bandeira Nacional, o Escudo de Armas e o Hino Nacional. A Bandeira Nacional, que existe desde 1960 na sequência da independência do país, ocorrida a 1 de Outubro, tem um fundo branco sobre o qual assenta o mapa de Chipre a amarelo escuro e, por baixo deste, verdes ramos de oliveira. O Escudo de Armas tem representada uma pomba branca que transporta no bico um ramo de oliveira. O amarelo escuro também aqui presente representa a riqueza histórica, cultural e patrimonial de Chipre e, tal como na Bandeira, os símbolos (pomba e ramos de oliveira) fazem alusão clara ao conceito de paz. O Hino Nacional remonta a 1966 e a música provém do Hino Nacional Grego.

A Lei de Precedências do Protocolo de Estado Cipriota foi aprovada em 1996.

Chipre integra a União Europeia desde Maio de 2004 e ocupará a Presidência do Conselho da UE em 2012.           

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Guerra do Vietnã





A GUERRA DO VIETNÃ
em 1954, a França foi expulsa da Indochina e uma Conferência de Paz realizada em Genebra proclamou a criação dos Estados independentes de laos, camboja, e do Vietnã. este último, permaneceu dividido em dois países, pelo paralelo 17 . O vietnã do Norte estava em poder dos comunistas, cujo objetivo era unificar o país. Os estados Unidos passaram a intervir no vietnã do Sul e promover ataques contra os comunistas. Mas o crescente apoio da guerrilha vietcong  aos comunistas, formada, principalmente, por campones, e a ineficácia do governo corrúpto do Vietnã do sul fizeram com que o Vietnã do Norte conquistasse vitórias sucessivas. Se as coisas continuassem daquele jeito por muito tempo, seria inevitável a derrota do Vietnã do Sul.
Para evitar que isso acontecesse, o presidente americano John Kennedy começou a mandar centenas de assessores militares e agentes secreto para auxiliar diretamente o governo sul-vietnamita. Iniciava, assim, a participação americana na Guerra do Vietnã.
Cinco anos depois, em 1965, os Estados Unidos já haviam enviado 184 mil soldados à guerra. em 1967, eles eram 485 mil. A fim de tentar quebrar a resist~encia dos vitnamitas, os estados Unidos promoveram na região um dos mais sangrentos massacres da hitória da humanidade. Seus poderos aviões bombardeavam até mesmo aldeias onde só havia velhos e crianças indefesos. Suas bombas químicas desmatavam as florestas, poluíam os rios e tornavam o solo impróprio para o plantio. Calcula-se que morreram na guerra pelomenos 2,5 milhões de vietnamitas, além de 50 mil americanos.


Um dos momentos mais dramáticos da guerra aconteceu em 30 de janeiro de 1968. naquele dia quando se comemorava o Tet, o ano novo vietnamita, os guerrilheiros vietcong e as tropas do Vietnã do Norte realizaram um ataque conjunto. a operação militar, atingiu até mesmo Saigon, a capital do Vietnã do Sul e causaou um profundo abalo psicológico  nos Estados Unidos. Mesmo as armas mais poderosas do mundo se mostravam impotentes diante da disposição de luta dos vietcongues e dos norte-vietnamitas.
Mas o maior obstáculo aos planos de Washington não foi oferecido pelos vietnamitas, e sim pela própria nação americana. os jovens, particularmente, não aceitavam a perspectiva de morrer num país longínquo, lutando numa batalha para qual não havia qualquer explicação convincente. contra a guerra realizaram inúmeras passeatas e movimentos de protesto, incluindo o festival de rock de Wood stok, em 1969. Os movimentos pacifistas se somaram à luta contra o racismo e contra os valores hipócritas de uma sociedade que já não oferecia perspectiva.  

Vietname do Norte
A República Democrática do vietname mais conhecida como Vietinam do Norte ou como Vietnã do Norte foi fundada por Hochi Minh em 1950 e imediatamente reconhecida pela China e URSS. Em 1954, depois da derrota na Batalha de Dien bien Phu, a França reconheceu formalmente este país na confer~encia de Genebra, ao memo tempo que o país era dividido em dois.

A capital desta República era Hanoi e tinha um governo comunista que pretendia reunificar o país.
Esse conflito armado durou de ( 1959- 1975), foi um conflito armado no sudeste asiático. e colocou em confronto, a República do Vietnã ( Vietnlã do sul) e a República Democrática do vietnã ( vietnã do Norte lderada por  Ho Chi MInh)
Em 1956 os estados Unidos enviaram Tropas para sustentar o Vietnã do Sul. que apesar do seu imenso poder militar e econômico, falharam em seus objetivos. O Vietnã do Norte também tinha como aliado a Frente Nacional para a Libertação do Vietnã ( FNL), o que não foi suficiente para defender-se do poder de guerrilha do Vitnã do Norte comandado pela experiência em guerrilha de Ho Chi Minh.
dois anos.
Em 1973 os Estados Unidos se retiraram e dois anos depois o vietnã foi reunificado sob o regime socialista, tornando-se oficialmente, em 1976 a República socialista do vietnã.


A INDOCHINA

Ocupada pela França no século XIX, os territórios do Vietnã, Laos, Camboja tornaram-se um protetorado mantido até a Segunda Guerra Mundial, quando os japoneses invadiram a península, isolando a administração francesa.
À semelhança de nações vizinhas, as forças revolucionárias nacionalístas da Indochina, no século XX, começaram a se organizar para expulsar os estrangeiros e assumir o controle político da região. Em 1927, fundou-se o Partido Nacionalista do Vietnã, que desejava a união com a China de Chiang Kai-Shek. Em 1930, Ho Chi Minh fundou o Partido Comunista, que reinvindicava a extinção do capitalismo. em 1941, os comunistas criaram o Vietminh ( Liga para a Independência do Vietnã), incentivando o movimento de resistência  antifrancês e antijaponês.
Valendo-se do vazio de poder, criado com a rendição japonesa, e antecipando-se às pretensões francesas de recolonização com os grupos nacionalistas, proclamaram em 2 de setembro de 1945 a República Democrática do Vietnã, estabelecendo a capital em Hanoi, na região norte do vietnã.
Todavia a França, não pretendendo abrir mão desses mercados, criou uma república satélite em Saigon. As forças oposicionistas, recusaram as pretençoes de recolonização e os franceses bombardearam o Norte , em novembro de 1946. Logo a seguir os vietnamitas iniciaram uma guerra de guerrilha conntra a França - a chamada guerra da Indochina ( 1946-19540).
Ocorrendo em plena época de Guerra Fria, o conflito se internacionalizou em 1950, quando o Viet-minh buscou o apoio da China maoísta e a França procurou o apoio dos Estados Unidos. Porém, as hábeis táticas desenvolvidas pelo general Giap no golfo de Tonquim, acabaram provocando a derrota dos exércitos franceses em Dien Bien Phu, em 1954, o que levou Paris a propor as negociações de paz.
Na Conferência de Genebra, realizada em 21 de julho de 1954, era reconhecida a inde^pendência do Laos, do Camboja e do vietnã, dividido temporiariamente pelo paralelo 17  linha fronteiriça desmilitarizada em duas regiões: ao norte, a República Democrática do Vietnã, pró soviético; ao sul, a República do vietnã, pró - ocidental. No prazo de dois anos previa-se a realização de eleiçoes populares que deveriam ratificar um desses governos e reunificar o país. A unificação, no entanto, deu-se apenas no fim dos anos 60, com o término da Guerra do vietnã.


quinta-feira, 31 de março de 2011

A GRANDEPOTÊNCIA INDUSTRIAL ASIÁTICA:O JAPÃO

O Japão começou a de industrializar apenas no final do século XX, quando começou a chamar a Era Meiji, em 1868.
a Era Meiji corresponde ao período da história japonesa caracterizada pela modernização do país nos moldes do capitalismo. Liderada pela família nobre Meiju, que centralizou o poder, essa modernização foi feita investimentos maciços em educação e na indústria de base. Surgiram daí os Zaibatsu - primeiras indústria de capitais privados japoneses. Os capitais procederam de famílias tradicionalmente poderosas, com alto prestígio junto ao imperador, que lhes garantiu a obtenção de importantes monopólios.
Nessa época, o Japão enfrentava a ameaça de invasão por parte das potências estrangeiras, que visavam explorar o potencial econômico do país, ainda latente. assim, para apoiar a industrialização foi providenciada uma intensa militarização do país, que acompanhou todo o processo de desenvolvimento econômico japonês até a Segunda Guerra Mundial. A expansão bélica gerou uma política imperialista, que tinha como meta a conquista da Ásia para exploração de matérias-primas industriais, muitas das quais escassas no arquipélago japonês.
As indústrias japonesas concentravam-se, desde o início no litoral do pacífico ( em oposição ao Mar do japão). é ali que se encontram as maiores aglomerações populacionais e, portanto, os maiores mercados consumidores.
na segunda metade do século XX, Tóquio, por exemplo, já contava com mais de um milhão de habitantes.
Além disso, havia a necessidade de construir portos para interligar as indústrias às fontes de matérias-primas que o japão conquistara na Ásia e no Pacífico, entre o final do século XIX e a Segunda Guerra Mundial quando chegou a dominar um território com mais de 4 milhoes de Km quadrados.

A RÁPIDA RECONSTRUÇÃO DO JAPÃO
 Logo após a Segunda Guerra Mundial, as relações entre os Estados Unidos e o japão foram norteadas pelo Plano Colombo. Esse plano, cuja intenção era manter o Extremo oriente sob a esfera de influência norte-americana, baseou-se em empréstimos voltados para a reconstrução do capitalismo japonês.
Nessa época, os Estados Unidos impuseram ao Japão condições bastantes duras, como a proibição de militarizar-se. mas as imposições não transformaram o país numa economia periférica do capitalismo mundial. ao contrário, permitiram uma política de desenvolvimento econômico muito bem sucedida. entre os princípios dessa política, podem ser destacados:
* elevada qualificação profissional de mão-de-obra;
* rigorosos programa de controle de qualidade dos produtos industrializados, baseados em cálculos estatísticos;
* direcionamento de grande parte da produção industrial para o mercado externo,  estimulado por uma forte desvalorização da moeda japonesa, o iene;
* construção de grandes e modernos navios, que baratearam o frete para os distantes mercados consumidores do Ocidente;
* Maciços investimentos em P&;D, que resultaram, por exemplo, na robotização e na miniaturização de suas mercadorias altamente sofisticadas, com os microeletrônicos e a nanotecnologia.
Em poucas décadas, uma notável expansão industrial conduziu o Japão à segunda posição entre as maiores economias do mundo. Na década de 1980, o lucro das indústrias fortaleceu o sistema financeiro do país. No final dessa década, dos dez maiores bancos mundiais, oito eram japoneses. Consequentemente, no início dos anos 90 surgiram incentivos para a criação de novos pólos industriais, mais dinâmicos, típicos da Terceira Revolução Industrial. Nasceram, assim, áreas industriais mais afastadas das grandes concentrações urbanas do eixo Tóquio- Osaka e Osaka- Fukuoka. Tal medida visa, inclusive, amenizar os graves problemas ambientais e estruturais observados atualmente nessas megalópoles, como a chuva ácida, a poluição atmosférica e a falta de espaço em um país insular pequeno e muito popouloso.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011